Saturday, March 24, 2012

Coeficiente Emocional: O nosso enfoque na Psicologia

Nanci Trivellato

Em Outubro de 1995, foi publicado um artigo no American Time Magazine que questionava, pela primeira vez, estudos relacionados com os métodos de medir a inteligência emocional (nota: hoje é possível adquirir livros sobre este assunto). Com certeza já ouviram falar do conceito chamado Q.I ou coeficiente de inteligência, que avalia o nível de capacidade intelectual da pessoa de acordo com um certo tipo de raciocínio.

As investigações da Academia Internacional de Consciência têm como finalidade estabelecer meios para avaliar as capacidades das pessoas num nível mais geral, por outras palavras, aquilo que está para lá da capacidade intelectual, considerando todas as manifestações individuais, capacidades e desenvolvimentos, duma forma extensa, tendo até em consideração outras existências, conseguindo uma avaliação mais correcta para o nível de evolução global dum indivíduo. Foi recentemente publicada a primeira edição deste exame das capacidades totais, intitulado “Conscienciograma”.

No artigo do Time Magazine, é interessante verificar como os cientistas, mesmo os mais convencionais, chegaram à conclusão de que são precisos mais critérios para avaliar a consciência e que há outros níveis de manifestações – numa aproximação aos paradigmas científicos propostos pela Projecciologia. Estes cientistas dizem que o teste Q.I. não é suficiente para avaliar a consciência, mas só para avaliar um aspecto da consciência. Começam a compreender que a manifestação sã duma consciência não depende somente da inteligência. Como sabemos, há pessoas muito inteligentes que são mestres na concepção e realização de crimes, não tendo qualquer espécie de ética, usando a sua inteligência para fins negativos.

De acordo com o Dr. Goleman da Universidade de Harvard, o conceito de inteligência está a começar a ser reavaliado. Isto significa que vários conceitos, que temos andado a estudar, começam a ser pesquisados e avaliados em estudos duma maneira mais geral, por todo o mundo, antecipando mudanças positivas na análise da consciência. O Dr. Goleman diz textualmente que “a consciencialidade e a lucidez são provavelmente as capacidades mais importantes do indivíduo, uma vez que permitem o exercício do autocontrolo”. Nós podemos ver a ênfase na lucidez sendo mais aplicada por investigadores de Psicologia.

Este grupo de cientistas de várias universidades, como as de Nova York, New Hampshire e a Universidade John Hopkins, falam agora de Q.E., que é o teste do coeficiente emocional do indivíduo.

Realizaram-se muitas experiências para se alcançar estes resultados. Por exemplo, uma delas consistia em observar as reacções de crianças perante um dilema emocional. O pesquisador convida crianças, uma a uma, a entrar numa sala vazia e começa por lhes dizer que podem comer a única alteia que ali está naquele momento. Em seguida explica que, se elas esperarem enquanto ele sai para fazer uma tarefa, as crianças receberão duas alteias.

O resultado é que algumas crianças comeram a alteia logo que o pesquisador saiu da sala. Outras comeram-na alguns minutos depois, porque se cansaram de esperar. Contudo outras esperam o tempo todo. Os estudos foram feitos alguns anos depois desta experiência inicial, e os pesquisadores esperaram que as crianças crescessem para verem como se desenvolveram ao longo da vida. Depois, chegaram à conclusão que aquelas crianças que foram capazes de esperar o tempo todo, tinham tendência para serem bem sucedidas nos seus objectivos e nos seus relacionamentos. Aquelas que facilmente desistiram, tinham uma maior tendência a sentirem-se frustradas na vida, tinham piores resultados na escola e pouca energia para realizarem os seus objectivos.

Actualmente, o grupo de cientistas iniciou estudos para lá do controlo emocional, e começam a falar sobre coisas como a sensibilidade das pessoas que percebem os estados emocionais dos outros, sem verem os indícios óbvios ou a expressão facial dos indivíduos. Com isto, desenvolveram técnicas para leitura, em pormenor, da postura corporal de alguém (para lá das expressões faciais), examinando o seu estado emocional íntimo. Sabemos que estes estudos representam um progresso positivo, dado que são um novo processo por parte da ciência convencional. Mas quando é que eles vão começar a estudar as percepções que temos sobre alguém, apesar do facto de estar longe e de nós não conseguirmos vê-la? Quando é que eles vão começar a estudar o controlo sobre as energias que influenciam directamente as nossas emoções e que às vezes nos desviam, sem razão, do nosso estado emocional normal?

É difícil para a ciência estudar tópicos mais profundos da consciência, por causa do seu paradigma. A teoria prevalecente seguida em nossos dias pelas ciências convencionais é um modelo materialista. Este paradigma é conhecido como o paradigma Fisicalista-Newtoniano-Cartesiano, pois fundamenta-se na matéria como seu foco central.

As investigações mais amplas e profundas da Projecciologia são possíveis pelo modelo aberto e real que ela usa, chamado Paradigma Consciencial. O Paradigma Consciencial baseia-se na consciência e nas suas manifestações como ponto central do foco científico.

Com um conhecimento mais profundo da consciência e ao mesmo tempo a experimentação de certos fenómenos, como a projecção consciente fora do corpo, um indivíduo tem possibilidades de ampliar o seu próprio autoconhecimento, lucidez e autocontrolo. As consequências deste conhecimento são positivas e contribuem para o nosso desenvolvimento.



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